Ano melhor para vender e comprar

gh
Mercado imobiliário terá semestres distintos em 2017. 0 primeiro será forte para quem procura casa própria.
 
O ano que está prestes a começar deve ter dois momentos distintos para o mercado imobiliário local. O primeiro semestre será mais forte para quem deseja comprar a casa própria. Já os seis meses finais de 2017 serão ideais para quem quiser vender um imóvel. Para quem está alugando, os preços devem permanecer estáveis no primeiro semestre, podendo haver queda em alguns bairros. O segmento também deve ter uma reação, moderada, no segundo semestre.
 
“Quem deixar para comprar em 2018 vai encontrar preços mais altos no mercado.”
 
 
As imobiliárias pernambucanas acreditam que os três primeiros meses do ano terão as melhores ofertas para compra e que os preços deverão ficar estáveis até junho. Frederico Mendonça, diretor da imobiliária Arrecifes e autor da coleção Avaliação de Imóveis e Operações Imobiliárias, acredita na recuperação do mercado em 2017 e projeta os produtos que terão maior procura: imóveis de três e dois quartos.
 
“Estes estão em falta. Veremos ainda preços altos em bairros tradicionais como Boa Viagem, Graças, Casa Forte e jaqueira. Mas uma região que deverá aquecer é o Centro, principalmente na Rua da Aurora”, destaca Mendonça. Ele afirma também que o melhor momento de compra é até março. “As imobiliárias estarão ‘queimando’ os estoques e isso facilita muito as condições da compra”, reforça.
 
Quanto aos aluguéis, o diretor da Arrecifes prevê maior estabilidade, sem grandes altas e baixas. “Poderá haver menos oferta no segundo semestre e aí os preços vão variar.” Eduardo Feitosa, dono da imobiliária de mesmo nome, também prevê uma recuperação dos preços no último trimestre de 2017. “Vamos ter um ano mais estável e com mais ofertas. Vejo bairros que deverão ter produtos lançados como Rosarinho, Boa Viagem, Madalena, Torre e Cordeiro. A ênfase com certeza é em produtos de três quartos. Para estes, há fila”, completa.
 
João Olímpio Neto, diretor de relações institucionais da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), destaca que os financiamentos imobiliários deverão ter suas taxas reduzidas. Segundo ele, essa expectativa é reflexo da confiança dos empresários na queda da taxa Selic (hoje em 13,75%), o que reduzirá a taxa de juros sobre crédito no país. “A Selic influencia as taxas de todos os financiamentos”, detalha.
 
PREVISÃO
 
Na avaliação do diretor da Ademi-PE, quem deixar para comprar em 2018 vai encontrar preços mais altos no mercado. Para Gustavo Miranda, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), as previsões são (mesmo) meras expectativas. “É difícil prever o comportamento da economia tendo em vista a desorganização dos gestores do país tanto nas esferas executiva, legislativa e judiciária.”
Miranda destaca que, quem comprar em 2017 não vai perder dinheiro. Mas lembra que é preciso ter condições para o financiamento. “Não adianta fazer nenhuma loucura. Também não indico que investidores de primeira viagem comprem no próximo ano. Deve-se comprar sem pressa para vender. É um investimento seguro, mas não há liquidez. As pessoas precisam avaliar isto”, reforça.